quinta-feira, 27 de julho de 2017

Pizzato Legno 2014


Quando provamos o Maximo Boschi Chardonnay 2009, afirmamos que ele era o melhor branco do Brasil que já tínhamos tomado. Enquanto isso, um Legno 2014 da Pizzato descansava na adega, esperando o momento em que entraria em uma disputa acirrada...

Monovarietal de Chardonnay, o vinho branco topo de gama da Pizzato é impressionante. Muito novo mundo, em um estilo bem californiano (completamente ao oposto do Maximo, que era muito mais borgonhês), tem uma pronunciada cor dourada e enorme força aromática. Com um marcante e inusitado lado vegetal, ele parte logo para muita fruta madura (pêssego em calda) e baunilha; tudo muito harmônico, sem ser enjoativo ou estar fora de lugar.

Na boca encontramos aquela mineralidade que é o trunfo dos melhores vinhos brancos brasileiros, boa acidez e MUITO corpo e concentração.

Está ótimo para ser bebido agora, mas tem vida pela frente.



Avaliação Vinhozin: 92 Pontos/ 100 (Escala Americana)

Preço no Brasil: Em torno de 100 reais.


Vale a pena? Sim.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Quinta de Chocapalha 2012 Tinto



Como a gente adora esse vinho! Caso de amor assim a gente só tem com o Soalheiro e o Valmarino Sangiovese; como esses dois, o Chocapalha consegue aliar uma qualidade estratosférica frente a seu preço, sem perder a simplicidade.

Enquanto o Chocapalha 2010 que provamos aqui no blog parecia fruto de uma safra mais fria, com mais delicadeza e frescor, esse 2012 é quase um blockbuster. Escuro, quase opaco, nem parece ser um vinho de entrada com 5 anos de idade. Muito sério e bordalês (margem direita!) no nariz, esbanja elegância mesmo com toda a sua potência; o vinho é um caleidoscópio aromático com especiarias, calda de morangos, ameixa, jabuticaba, cânfora e toques animais de couro e sangue, ao mesmo tempo em que esbanja mineralidade.

Na boca é muito vinoso, com estrutura para aguentar anos e uma espetacular acidez.

Como sempre, impressionante!



Avaliação Vinhozin: 92 Pontos/ 100 (Escala Americana)

Preço no Brasil: Em torno de 100 reais. Importado pela Adega Alentejana.
Preço no exterior: Em torno de 10 euros na Europa e 10 dólares nos EUA.

Vale a pena? Já vale aqui; fora, é pra trazer de caixa.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Campolargo Rol de Coisas Antigas 2011



A lógica diria que uma safra melhor se traduziria em um vinho melhor, certo? Mas nem sempre a lógica está certa.

Ao contrário do Rol de Coisas Antigas 2010, do qual gostamos muito e que está aqui avaliado no blog, o 2011 não desempenhou tão bem. Pode ter sido uma garrafa ruim, mas ele perdeu todo o seu caráter bairradino/borgonhês nessa safra, parecendo mais um Cabernet chileno simples de supermercado, igual a tantos outros. Com fruta madura e muita madeira no nariz, tem boa acidez e bons taninos. Não é ruim de forma alguma (aliás, é bom!), mas não era o que se esperava pela safra, pelo preço e pelo vinho.



Avaliação Vinhozin: 87 Pontos/ 100 (Escala Americana)

Preço no Brasil: Em torno de 200 reais. Importado pela Mistral.
Preço no exterior: Em torno de 10 euros na Europa e 15 dólares nos EUA.

Vale a pena? Não.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Marqués de Riscal Reserva 2011



Acho que já deu pra perceber que a gente gosta do Riscal, né?

O vinho da safra de 2011 segue o mesmo perfil clássico do 2009, ao contrário do apagado 2008. Bastante vivo na cor, mostra grande complexidade aromática com frutas vermelhas (framboesas e cerejas), terra seca, rosas, pimenta e tabaco, tudo em harmonia; é impressionante como o caráter riojano é tão bem exprimido pelo Riscal. Na boca tem corpo médio e boa acidez, com uma estrutura tânica aveludada que ainda leva o vinho longe.

Muito bom, como nas melhores safras. Elegante e sério, como sempre.



Avaliação Vinhozin: 91 Pontos/ 100 (Escala Americana)

Preço no Brasil: Em torno de 160 reais. Importado pela Interfood.
Preço no exterior: Em torno de 15 euros na Europa e 15 dólares nos EUA.

Vale a pena? Aqui é um roubo. Fora, uma pechincha.

terça-feira, 4 de julho de 2017

Casa Valduga Leopoldina Chardonnay 2015



Depois de algum tempo com vinhos estrangeiros, hoje voltamos aos nacionais em grande estilo.

A linha Leopoldina produz alguns dos melhores Chardonnays do Brasil no Vale dos Vinhedos. Esse monovarietal  de 2015 da casta borgonhesa ainda está muito vivo, sem nenhum sinal visual de evolução. No ataque tem muitos cítricos (talvez a principal característica olfativa), com abacaxi e limão, além de mel e alguma coisa mineral; o seu grande trunfo, porém, é na boca: o vinho tem uma impressionante concentração, sem perder a elegância através da boa acidez e do corpo médio.

Ótimo vinho!



Avaliação Vinhozin: 90 Pontos/ 100 (Escala Americana)

Preço no Brasil: Em torno de 60 reais.


Vale a pena? Sim. Ótimo custo-benefício.